O Fado em Portugal
No ano de 2011 o Fado foi consagrado Património Imaterial da Humanidade.
O fado apareceu como contexto de popularidade em Lisboa, podíamos encontrar o fado em momentos de convívio e lazer. No fado podemos encontrar temas urbanos e quotidiano, encontra-se muito associado a contextos sociais
A história do fado cristalizou em mito o episódio do envolvimento amoroso do Conde de Vimioso com Maria Severa Onofriana (1820-1846), meretriz consagrada pelos seus dotes de cantadeira e que se transformará num dos grandes mitos da Hi
stória do Fado, referencial agregador da comunidade fadista.
A partir do Século XX o fado vou uma evoluir muito existindo uma grande divulgação e consagração popular, através da publicação de periódicos que se consagram ao tema, e da consolidação de novos espaços performativos numa vasta rede de recintos que, numa perspetiva comercial, passava agora a incorporar o Fado na sua programação, fixando elencos privativos que muitas vezes se constituíam em embaixadas ou grupos artísticos para efeitos de digressão.
Emergindo no plano internacional um renovado interesse pelas culturas locais musicais, através dos seus expoentes mais reconhecidos, nos circuitos do disco, dos media e dos espetáculos ao vivo, Amália Rodrigues e Carlos do Carmo assumem um destaque absoluto.
Quando se fala no fado lembra-se logo da grande Amália Rodrigues, graças a ela o fado torna-se o que hoje nacionalmente e internacionalmente.
Nos anos de 90 o fado consagrar-se, definitivamente nos circuitos da World Music Internacional com Mísia e Cristina Branco, no circuito francês e Holandês. Neste ano outro nome se destacou no fado sendo esse o Camané, com uma grande consagração. Nesta década surge também uma nova geração de talentosos intérpretes como Mafalda Arnauth, Katia Guerreiro, Maria Ana Bobone, entre outros… no circuito internacional Mariza assume protagonismo absoluto, ao longo do qual tem legitimamente colhido sucessivos prémios na categoria de World Music.
Fonte: Museu do Fado